Resumo do Festival Nacional de Hip Hop realizado pela Universidade Hip Hop nos dias 20 e 21 de Maio

Resumo do Festival Nacional de Hip Hop realizado pela Universidade Hip Hop nos dias 20 e 21 de Maio

Universidade Hip Hop

A Universidade Hip Hop cumprindo a sua agenda Kultural para o presente ano, realizou nos dias 20 e 21 o Festival Nacional de Hip Hop na Mediateca Luanda com 20 horas dedicadas inteiramente a Kultural Hip Hop distribuídas de acordo a seguinte estrutura:

Dia 20 de Maio O dia arrancou as 8h00 com as boas vindas musicais enquanto as pessoas chegavam ao auditório da Mediateca de Luanda que se estendeu até as 9h30, altura em que foi feita a apresentação da Universidade Hip Hop pelo Reitor Klaudyu Bantu para os presentes, que poderem saber a data de arranque da primeira actividade, bem como a equipa responsável pelo projecto e o respectivo local de arranque (sede oficial da Organização). Foi igualmente apresentada a missão, visão e valores da U2H (Abreviatura oficial da Organização), destacaram-se as actividades de maior impacto social e Kultural (Parceria com instituições filantrópicas e a escritura conjunta do Memorando de Entendimento respectivamente).

Por outro lado foram apresentadas as 4 categorias de Membro (Fundadores, Directores, Colaboradores e Beneméritos), e durante a interacção com a plateia foram esclarecidos os critérios para o acesso a cada um deles. Terminou-se então com a apresentação do Símbolo da Universidade Hip Hop e dos membros Directores do presente ano Kultural.

Terminada a apresentação da U2H e com a equipa de oficinas completa, foi dado o arranque das oficinas dos 4 elementos núcleo da Kultural Hip Hop obedecendo a seguinte Ordem:

OFICINAS
Graffiti Art 》 Apresentado pelo Prof ZBI que começou falando sobre as questões históricas que associam o Graffiti ao Aeroglifos de Kemet, passando de imediato para o cenário em que este ganha o formato actual nas décadas de 60 e 70 em New York. Em sequência, falou ainda dos diferentes estilos (Wild Style, Bubble, Characters e outros), os termos e códigos de conduta próprios da comunidade de Writers (Hall of Fame, Toy, Bite, King, e stencil).

A interacção com a plateia requereu a explicação sobre a ausência de Graffitis de protestos sociais, que foi prontamente respondida com os exemplos de actividades em curso como a da BAW Crew que está com uma campanha de informação sobre a Malária e ainda sobre a existência de mensagens encriptadas nos Graffitis mais populares.

Break Dance》 Tássio e Amândio T-Locker, foram os responsáveis pela condução da oficina de Break Dance, que abriram com a explicação do surgimento do Break Beat e de como ele foi aproveitado para desenvolver uma firma de ser na vida, foram explicados os vários estilos existentes mas com uma atenção privilegiada para o Breakin, Poppin e Locking, com datas, nome dos principais percursores e características próprias de cada um deles. Houve igualmente espaço para representação prática de cada um deles.

Deejayin 》 Dj Nkkappa, uma referência no activismo regional e membro da U2H foi a pessoa indicada para a oficina de Deejayin que começou por apresentar a história de inicio, estruturação e desenvolvimento da Kultural Hip Hop que está estritamente ligada ao elemento Deejayin, sendo que os seus principais percursores são Deejays (Dj Kool Herc “Pai”, Afrikaa Bambaataa “Padrinho”, Dj Grand Master Flash “Inventor” e Grand Wizard Theodore “Scratcher”), explicando detalhadamente o impacto da acção de cada um deles na Kultura. Em sequência, apresentou a turntable como um instrumento musical (capaz de produzir um novo som reciclando outros). Foram apresentadas com detalhes as técnicas de Turntumblisno (Cut, Scratch e Mix). Para terminar foram apresentadas aulas práticas para o Scratch e o Back-to-Back. ◇

Emeceein 》 Para a oficina de Emeceein tivemos como oradores principais a Mamy Tms e o Wyma Nayoby que começaram por fazer uma abordagem histórica correlacionados os Griots de África, o Tosting da Jamaica e o Spoken Word dos Last poet chegando ao Melle Mel e aos Herculoids. Seguida da caracterização da MC, olhando para os aspectos ligados ao controlo efectivo da plateia. Foi de seguido abordada a questão referente às formas e métodos de composição, bem como as ferramentas a que se recorre para a composição. De uma forma sintetizada foi apresentado o processo normal para a escrita (Identificação do tema a abordar —-> Investigação em torno do tema —-> Escolha da forma e método de composição e por fim a composição). Foi de seguida abordada a questão referente a relação existente entre o Mc o Microfone e o Palco, onde aspectos como a forma como se segura o Microfone, a distância mínima entre a boca e o microfone bem como a projecção da voz mereceram destaque. Falou-se ainda sobre a necessidade de se saber explorar o palco assim como a memorização da música e da exclusão dos Playbacks.

A oficina de Emeceein terminou com uma homenagem ao Mestre Da Bulls, onde foi referenciado o seu domínio na escrita e da forma como alterava as métricas nos seus versos, assim como a disposição das rimas em cada linha.

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